Vulnerabilidade

E lá foi ele, derrubando muros, construindo pontes
Costurou suas asas, foi buscar o céu
As feridas abertas, a carne viva, ainda viva, lhe deixaria tentar
Incansável fé no inalcançável
O corpo cansado tombava e seguia
Mas naquele dia, parou
Mesmo o mais valente dos homens tarda a levantar quando a dor é no peito

Escrito em 8 de Dezembro de 2011
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A Mais Cara Máscara

Escrito em 21 de Novembro de 2011
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Meio Amargo

Deixa eu apagar tua memória
Engolir tuas dores
Deixa eu sofrer teus rancores
Deixa que eu cuido de mim

Quero o meu sorriso no teu rosto
Ainda que eu me torne o oposto
Não quero mais sentir o gosto do fim

Escrito em 19 de Outubro de 2011
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Sobre vida

Apressa a prece
E tudo o que padece vive
E tudo o que merece é livre
E nada que se fez é vão

Escrito em 7 de Fevereiro de 2011
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Unir versos

Estrelas são o vértice superior de triângulos sonhando semirretas
Olhares paralelos se cruzando no infinito
Por mais distantes que estiverem
Entre si e do céu

Escrito em 1 de Janeiro de 2011
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A maior bolha de sabão que eu já fiz

Tão linda
Brilhava de todas as cores
À luz do sol

Aí eu entrei
Flutuei, Flutuei

Escrito em 13 de Outubro de 2010
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Boa Noite

Sonhei que dormia
E acordava num sonho
No aconchego de um abraço em ti
O teu cheiro em mim

Te apanhei dormindo entre os meus braços
Num calor de calar o frio
Olhei bem nos olhos, fechados
Com preguiça de acordar

Eras minha
Sobre todas as coisas
Te guardei
Cobri teu rosto com o meu

Teu cheiro me entorpeceu, tão real
E meus lábios, que há muito procuravam os teus
Ficaram na pele, no rosto
No beijo que amanheceu

Escrito em 12 de Setembro de 2010
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Luz

Das pontas dos dedos nasce o nosso abraço
Toma nossas mãos e as une
Aproxima os braços
Convidando os corpos
Ao calor da pele
Nos atando em laço

Minh’alma dança com a tua
Te conduz com a leveza
Dos rostos que agora se tocam
Os lábios beijando luas
Até um ao outro encontrar
E cada olho arranja um par

Escrito em 18 de Agosto de 2010
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Balé

Quero lhe ver dançar
Vestida de água
Bordada de ondas

Em você velejar
Seguir o rumo da sua imensidão
Banhado de sol

Sem avistar um farol
Nem atracar em um cais
Quero deitar no seu corpo e flutuar

Inundar de você os continentes
Nada mais além da gente
Eu náufrago, você mar

Escrito em 24 de Abril de 2010
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Saudade

Escrito em 8 de Fevereiro de 2010
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